O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse nesta 6ª feira (27.fev.2026) que o tratamento ao Banco Master mudou depois da troca de gestão no Banco Central.
Durante entrevista ao podcast Flow News, Haddad afirmou que a administração de Gabriel Galípolo, indicado à presidência da autoridade monetária pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a acompanhar mais de perto as movimentações do banco de Daniel Vorcaro. O ministro já havia elogiado a gestão de Galípolo em 10 de fevereiro.
“O que eu posso assegurar é que desde que houve mudança na gestão do Banco Central, o tratamento ao Banco Master mudou completamente”, disse Haddad.
Segundo o ministro, a maioria das emissões sem controle de CDBs (certificados de depósito bancário) do Master foi feita em 2023 e 2024, quando o presidente do BC ainda era Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL). “Quando a atual gestão toma posse, coloca-se uma lupa [sobre a atuação do Master]”, declarou Haddad.
O ministro disse que os problemas com o Master não oferecem risco sistêmico à economia ou ao Sistema Financeiro Nacional. Afirmou que o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) está estancando os feitos negativos da liquidação da instituição. Reconheceu, contudo, que o caso foi uma “pancada” que consumirá de 30% a 50% do volume do fundo.
O petista voltou a afirmar que o caso do Banco Master “é, com segurança, a maior fraude bancária da história do Brasil e talvez uma das maiores do mundo”. Segundo o ministro, o Banco Central está preparando novas regras de segurança para evitar o que classificou como “brechas” no sistema financeiro que foram exploradas pelo Banco Master. Ele não entrou em detalhes sobre quais seriam essas mudanças.

