O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda), afirmou na 3ª feira (10.fev.2026) que alterou a rota de seu voo de helicóptero para escapar do que classificou como tentativa de assassinato. A declaração foi feita durante uma reunião com ministros, transmitida no YouTube, no mesmo dia em que a senadora indígena Aida Quilcué (Movimento Alternativo Indígena e Social) foi mantida em cativeiro por 4 horas em área controlada por dissidentes das Farc.
Petro disse que não conseguiu pousar no local previsto na noite anterior porque as luzes da pista não foram acesas. Na manhã seguinte, precisou novamente mudar o local de aterrissagem por receio de um ataque à aeronave.
“Ontem à noite não consegui chegar em duas horas porque não consegui pousar onde disse que ia pousar [Montería], mas nem sequer acenderam as luzes no local do pouso”, declarou o presidente colombiano.
Petro disse que viajava com suas filhas quando precisou adotar uma rota alternativa. “Pela manhã, não aterrissei onde deveria aterrissar porque temiam que iriam atirar contra o helicóptero”, declarou. “Pegamos mar aberto por 4 horas e cheguei onde não deveria chegar, mas cheguei”, disse.
O presidente mencionou desconfiança de que havia envolvimento de um oficial militar em planos contra ele. “Há um general que ordenei retirar da polícia. Ele tem uma missão estranha. Alguém lhe deu a ordem para colocar substâncias psicoativas no meu carro (…) como missão destruir a reunião com [o presidente dos EUA Donald] Trump [Partido Republicano] de uma maneira ou outra”, disse.
Desde o início de seu mandato em 2022, Petro tem denunciado diversos supostos planos para atentar contra sua vida e ameaças contra sua família.
Assista ao vídeo da declaração:
Durante a reunião com ministros, Petro também condenou o sequestro da senadora indígena Aida Quilcué. “Este tipo de ação cruza uma linha vermelha, ao atentar contra as autoridades e referências éticas, espirituais e políticas das comunidades”, afirmou.


