O mercado global de criptomoedas entrou em mais uma semana de forte instabilidade. Os preços seguem pressionados, e muitos analistas agora questionam se movimentos ocultos nos EUA estão acelerando a queda.
O preço do Bitcoin caiu abaixo dos US$ 70.000, enquanto o valor total do mercado permanece estagnado. Apesar das tentativas de recuperação, o sentimento geral segue frágil e bastante defensivo.
Fonte coinmarketcap
Segundo um novo relatório da Wintermute, os dados internos de operações OTC revelam que investidores americanos operaram como vendedores agressivos durante toda a semana. A empresa afirmou que o prêmio da Coinbase permaneceu negativo, indicando pressão contínua originada nos EUA.
A Wintermute explicou que os volumes à vista continuam baixos, enquanto a alavancagem segue ditando os movimentos diários. Assim, qualquer oscilação gera impactos maiores no preço.
A empresa afirmou ainda que, sem aumento real no interesse à vista, o mercado deve continuar preso em movimentos curtos e instáveis. Uma recuperação estrutural exigiria o retorno de compras diretas, algo que não parece próximo.
No fim de semana, o Bitcoin caiu abaixo de US$ 80.000 pela primeira vez desde abril de 2025. As liquidações ultrapassaram US$ 2,7 bilhões, empurrando o ativo até a região de US$ 60.000, onde encontrou suporte.
Depois disso, o BTC voltou à faixa dos US$ 70.000, mas anulou todos os ganhos obtidos desde a eleição presidencial de 2024. O mercado agora trabalha com um cenário bem mais cauteloso.
A Wintermute destacou três catalisadores que atuaram ao mesmo tempo e puxaram os preços para baixo. Primeiro, a nomeação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve fortaleceu o dólar e derrubou ativos de risco.
Segundo, os resultados fracos de gigantes de tecnologia diminuíram o apetite por risco. A queda de 10% das ações da Microsoft simbolizou esse impacto.
Terceiro, uma reversão violenta nos metais preciosos ampliou a turbulência. A prata despencou 40% em apenas três dias após renovar máximas históricas.
A empresa afirmou que esse comportamento reflete uma típica fase de mercado em baixa, marcada por assimetria negativa e respostas atrasadas dos investidores.
O relatório estima que as perdas não realizadas em tesourarias corporativas de ativos digitais já chegam a US$ 25 bilhões. Assim, muitas empresas agora seguram posições sem capacidade de comprar mais.
Os números reforçam que a demanda institucional realmente diminuiu. Desde novembro, os ETFs de Bitcoin registram saídas líquidas próximas de US$ 6,2 bilhões, o maior ciclo de resgates desde seu lançamento.
Esse processo gera um círculo vicioso, ao resgatar cotas, patrocinadores dos ETFs vendem BTC à vista e ampliam a queda.
No centro desse movimento está o IBIT da BlackRock, responsável por mais de US$ 10 bilhões em volume nocional apenas na última semana. Ele também concentra grande parte das operações de opções ao lado do Deribit, que juntos representam metade do mercado de derivativos.
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