O BTG Pactual encerrou 2025 com o melhor ano da sua história após lucro e receita crescerem mais de 30% na comparação anual. Ainda assim, as units do banco (BPAC11) operam em queda de 2,22%, aos R$ 58,93 nesta segunda-feira (9), em meio a uma leitura mais cautelosa do mercado sobre a evolução das despesas operacionais.
Entre outubro e dezembro, o lucro líquido ajustado somou R$ 4,6 bilhões, crescimento de 40,3% na comparação anual e estabilidade frente ao terceiro trimestre. No acumulado de 2025, o lucro chegou a R$ 16,7 bilhões, alta de 35% em relação a 2024.
Ao Monitor do Mercado, Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora afirmou que, apesar das ações terem caído em virtude do aumento das despesas, a situação deve normalizar em 2026.
“O resultado do BTG foi bem sólido, e após declarações dos executivos, o mercado está respondendo positivamente e os papéis voltaram a ganhar força. É provável que as units consigam se recuperar ainda neste pregão”, completou.
As receitas totais do BTG Pactual atingiram R$ 9,09 bilhões no quarto trimestre, aumento de 35,1% em 12 meses e de 3,3% ante o trimestre anterior. No ano, o banco registrou receita de R$ 33 bilhões, avanço de 32%.
O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) ficou em 27,6% no trimestre e em 26,9% no acumulado de 2025. O patrimônio líquido encerrou dezembro em R$ 69,97 bilhões, alta de 21,8% em um ano.
O Índice de Basileia (que mede a saúde financeira e solvência de bancos) subiu para 15,5%, enquanto os ativos sob gestão e administração alcançaram R$ 2,5 trilhões, crescimento de 31% em 12 meses.
A entrada líquida de recursos somou R$ 108 bilhões no quarto trimestre e R$ 354 bilhões no ano. A carteira de crédito atingiu R$ 262,3 bilhões, avanço de 18,3% em 12 meses, com destaque para PMEs, cuja carteira chegou a R$ 32,2 bilhões.
No segmento de Corporate Lending e Business Banking, as receitas foram recordes no trimestre, totalizando R$ 2,2 bilhões. Em 2025, o montante alcançou R$ 8,4 bilhões.
As receitas de investment banking cresceram 35,8% no quarto trimestre, para R$ 692,4 milhões. No ano, o segmento somou R$ 2,5 bilhões, impulsionado por operações de dívida e fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês).
Em M&A, o BTG assessorou US$ 6,5 bilhões em transações no trimestre. No mercado de capitais, também houve avanço nas operações de renda variável.
O segmento de Sales & Trading registrou o terceiro trimestre consecutivo de recordes, com receitas de R$ 2 bilhões. O VaR médio avançou para 0,38%, permanecendo em níveis considerados confortáveis pelo banco.
Na gestão de recursos, as receitas da asset somaram R$ 860 milhões no quarto trimestre. Os ativos sob gestão e administração no segmento alcançaram R$ 1,248 trilhão.
Em Wealth Management, as receitas totalizaram R$ 1,4 bilhão entre outubro e dezembro, com captação líquida de R$ 46,3 bilhões no trimestre e R$ 214,2 bilhões no ano.
O banco também informou a aprovação regulatória para concluir a aquisição do M.Y. Safra Bank, nos Estados Unidos, ampliando sua atuação internacional.
O Citi avalia que o banco apresentou resultados sólidos, com ROE próximo de 27% e balanço robusto. A instituição mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 65.
O Bradesco BBI também reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 64, mas chamou atenção para o avanço das despesas operacionais, que somaram R$ 3,2 bilhões no trimestre, acima das estimativas.
Segundo Fabio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, a leitura mais cautelosa sobre os custos, após forte valorização recente das ações, contribui para a realização dos papéis no pregão.
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