A construção artesanal de fogão a lenha utilizando pia e cimento une reaproveitamento de materiais e técnicas rústicas. A prática pode reduzir custos e oferecer eficiência térmica. Porém, envolve riscos estruturais, térmicos e ambientais quando executada sem conhecimento técnico e normas adequadas.
O projeto utiliza uma pia metálica como base estrutural e o cimento como revestimento térmico. Essa combinação cria uma câmara de combustão resistente ao calor, capaz de suportar altas temperaturas. O formato favorece a circulação do ar e melhora o rendimento térmico durante a queima da lenha.
Como mostrado pelo canal Creative Cement, com 1,34 milhão de subscritores, o processo exige precisão na modelagem do cimento. Cada camada é aplicada para garantir isolamento térmico, estabilidade estrutural e distribuição uniforme do calor, proporcionando funcionamento seguro e eficiente em ambientes residenciais.
A seleção correta dos materiais evita rachaduras, superaquecimento e falhas estruturais. O cimento refratário, a areia lavada e a malha metálica reforçam a estrutura. Esses elementos suportam altas temperaturas e reduzem o risco de fissuras causadas pela dilatação térmica.
Além disso, o uso de tubos metálicos para a chaminé garante exaustão adequada da fumaça. Esse cuidado reduz a inalação de gases tóxicos, melhora a eficiência da combustão e preserva a qualidade do ar interno durante o uso contínuo do fogão.
A construção exige organização, precisão e atenção às normas básicas de segurança térmica. Cada fase influencia diretamente a eficiência do fogão e a durabilidade da estrutura. A sequência correta reduz erros, desperdícios e riscos associados ao uso inadequado dos materiais.
Antes de iniciar, é essencial compreender cada etapa do processo construtivo. O planejamento detalhado assegura que a estrutura suporte altas temperaturas, mantenha estabilidade e ofereça desempenho adequado para preparo de alimentos e aquecimento do ambiente.
A distância mínima entre o fogão e materiais inflamáveis deve ser respeitada. O isolamento térmico adequado evita superaquecimento das superfícies externas. Esses cuidados reduzem significativamente os riscos de incêndio, queimaduras e danos estruturais ao ambiente doméstico.
A instalação da chaminé deve garantir fluxo contínuo da fumaça. A vedação correta impede vazamentos de gases tóxicos. Manutenções periódicas removem resíduos de fuligem, preservando a eficiência da combustão e prolongando a vida útil do fogão artesanal.
A ideia criativa de reaproveitar pia e cimento para construir um fogão a lenha – Créditos: YouTube / @CreativeCement
Projetos térmicos artesanais devem respeitar diretrizes de segurança previstas por órgãos oficiais. Informações técnicas podem ser consultadas junto ao Governo Federal, que orienta boas práticas relacionadas à segurança, construção e uso doméstico de equipamentos térmicos.
Normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelecem parâmetros para resistência térmica, ventilação e segurança estrutural. O cumprimento dessas diretrizes reduz riscos legais, ambientais e operacionais durante a utilização do fogão.
O fogão artesanal oferece baixo custo, reaproveitamento de materiais e boa eficiência térmica. Ele permite preparo de alimentos, aquecimento ambiental e economia energética. Essas características tornam o projeto atrativo em regiões rurais ou locais sem acesso regular à energia.
Entretanto, há limitações relacionadas à durabilidade, controle de temperatura e segurança. Sem materiais refratários adequados, surgem rachaduras e perda de eficiência. O uso contínuo exige manutenção frequente para garantir desempenho estável e operação segura ao longo do tempo.
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