A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), avalia que o plano para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inclui o apoio do União Brasil em Estados onde a legenda tem força política e conta com ministros do partido no governo federal.
“Eu acho que tem Estados em que o União Brasil vai estar conosco, por estar com os seus ministros no governo e também pela realidade estadual”, disse Hoffmann no sábado (7.fev.2026) durante o aniversário de 46 anos do PT, em Salvador (BA).
A reaproximação ganhou tração após a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do partido. A mudança esvaziou o principal polo de resistência interna do União Brasil a uma estratégia mais pragmática em 2026. Abriu-se espaço para que a legenda priorize acordos regionais, inclusive com o PT, em Estados onde há convergência política e interesse eleitoral.
Essa lógica dialoga com uma avaliação feita pelo próprio presidente Lula. Em discurso recente, o petista reconheceu que o PT não é forte em todos os Estados e que precisará ampliar alianças regionais para garantir palanques competitivos na próxima eleição presidencial.
Nesse contexto, Minas Gerais tornou-se o principal foco da articulação nacional petista. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) avalia se filiar ao União Brasil como parte das conversas sobre uma possível candidatura ao governo do Estado em 2026.
O presidente Lula defende o nome de Pacheco para comandar um palanque aliado em Minas, Estado-pêndulo considerado decisivo na eleição presidencial. Hoje, o PT não tem um candidato próprio competitivo no território mineiro.
No União Brasil, porém, a movimentação não é tratada como prioridade. Pacheco articulou a migração de aliados para a legenda, mas dirigentes demonstram ceticismo quanto à viabilidade eleitoral de sua candidatura ao governo estadual.
Na Bahia, outro Estado estratégico para o PT, o União Brasil também avança em articulações próprias. O senador Ângelo Coronel rompeu com o PSD e iniciou negociações para se alinhar à legenda após ter sido preterido por seu partido e pelos petistas na composição da chapa ao Senado. O presidente estadual do PSD, Otto Alencar, já declarou apoio a Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Integrantes do União Brasil avaliam que a disputa baiana terá impacto nacional já que é um dos maiores colégios eleitorais do país. Apesar de ser um dos principais redutos eleitorais de Lula, o governador baiano aparece atrás do vice-presidente nacional do partido, ACM Neto (União Brasil-BA), em pesquisas de intenção de voto.
No plano nacional, o União Brasil ainda não definiu se lançará candidato próprio à Presidência em 2026.
O União Brasil havia rompido formalmente com o governo Lula em 2025, depois da formação da federação com o Republicanos, que determinou o desembarque de ministros. A reaproximação veio com a indicação de Gustavo Feliciano para o Ministério do Turismo. Ele é filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB) e teve o nome articulado pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Atualmente, a legenda mantém 3 ministros na Esplanada:


