Bitcoin cai para US$ 69 mil em "fevereiro sangrento", acumulando queda de 25% em dias. Análise de fatores técnicos, regulatórios e macroeconômicos, com perspectBitcoin cai para US$ 69 mil em "fevereiro sangrento", acumulando queda de 25% em dias. Análise de fatores técnicos, regulatórios e macroeconômicos, com perspect

Bitcoin Cai para US$ 69 Mil em “Fevereiro Sangrento”: Análise do Colapso de 25% e Perspectivas Regulatórias

2026/02/08 11:03
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Bitcoin Enfrenta Queda Acentuada em Fevereiro de 2026

O mercado de criptomoedas vivencia um período de volatilidade extrema no início de fevereiro de 2026. O Bitcoin, que atingiu seu pico histórico de US$ 126 mil em outubro de 2025, agora negocia em torno de US$ 68.890 a US$ 69.153, acumulando uma queda de aproximadamente 25% apenas nos primeiros dias do mês. Analistas já batizaram este período como “fevereiro sangrento”, comparando-o aos colapsos de 2022 durante a crise da FTX.

Fatores por Trás da Queda Acentuada

A retração do Bitcoin está sendo impulsionada por uma combinação de fatores técnicos, regulatórios e macroeconômicos:

Saídas de ETFs e Liquidações: Investidores institucionais têm retirado capital dos fundos de Bitcoin, gerando pressão vendedora significativa. Simultaneamente, liquidações de posições alavancadas acumulam US$ 73,6 bilhões em aberturas, amplificando a queda.

Expectativas Hawkish do Federal Reserve: Dados de inflação nos EUA e sinais de manutenção de juros altos continuam pressionando ativos de risco, incluindo criptomoedas. O mercado aguarda dados de inflação americana e mexicana para 9 de fevereiro, que podem definir a próxima direção.

Tensões Geopolíticas: Conflitos entre EUA e Irã, além de dados econômicos fracos da China (PPI em -1,9% e CPI em +0,8% em 8 de fevereiro), contribuem para o sentimento de aversão ao risco global.

Perda de Ganhos Pós-Trump: Apesar das promessas de uma “revolução cripto” durante a campanha presidencial de 2024, o Bitcoin devolveu praticamente todos os ganhos obtidos após a eleição de Trump, sinalizando desapontamento com a falta de avanços regulatórios concretos.

Ethereum Resiste Melhor que Bitcoin

Enquanto Bitcoin recua 1,1% em 24 horas, o Ethereum (ETH) apresenta desempenho mais resiliente, subindo 2,1% para US$ 2.084. A atividade em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) continua impulsionando a demanda por ETH, oferecendo alguma resistência à queda geral do mercado.

Altcoins como Solana (SOL) também mostram força relativa, com ganhos de 1,8% a US$ 86,05, enquanto LayerZero (ZRO) avança 6,2%. O índice CMC20 sobe 3,69% em 24 horas, apesar de acumular queda semanal de 17,94%.

Análise Técnica: Suportes e Resistências Críticas

Analistas técnicos identificam níveis críticos para o Bitcoin nos próximos dias:

Suportes Principais:

  • US$ 68.000-70.000: Suporte pivô de curto prazo; manutenção acima deste nível é essencial para evitar queda mais profunda
  • US$ 60.000: Suporte psicológico e de alta liquidez; falha aqui pode levar a correção para US$ 55.000
  • US$ 55.000: Suporte secundário em caso de venda forte

Resistências Principais:

  • US$ 75.000-80.000: Resistência principal; quebra com volume elevado pode impulsionar para US$ 85.000+
  • US$ 85.000-90.000: Resistência estendida em cenário otimista

Indicadores técnicos apontam momentum fraco no curto prazo, com RSI entre 40-50 e médias móveis descendentes em gráficos de 4 horas. No entanto, sinais de pressão compradora institucional via Coinbase Premium Index sugerem que grandes investidores podem estar acumulando em níveis mais baixos.

Regulação Brasileira Transforma o Mercado

Em meio à volatilidade global, o Brasil implementou um marco regulatório significativo. Em 2 de fevereiro de 2026, entraram em vigor as Resoluções do Banco Central (BCB nº 519, 520, 521, 693, 701 e 704), criando um framework robusto para criptomoedas no país.

Principais Mudanças:

A criação das SPSAVs (Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais) estabelece regulação clara para intermediação, custódia e corretagem de criptomoedas. Empresas têm 270 dias para se adequar (até novembro de 2026), enquanto plataformas estrangeiras precisam obter CNPJ e sede no Brasil.

A partir de maio de 2026, corretoras reportarão mensalmente ao Banco Central. Stablecoins integram o mercado de câmbio com incidência de IOF em transações internacionais. Em julho de 2026, a DeCripto (Declaração de Criptoativos) substituirá os atuais relatórios à Receita Federal, simplificando a conformidade fiscal.

Além disso, um projeto de lei em discussão propõe obrigar a herança de Bitcoin e criptomoedas para familiares, refletindo a crescente integração de ativos digitais ao sistema legal brasileiro.

Debate Regulatório nos EUA: Clarity Act em Foco

Nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro Scott Bessent defendeu em 5 de fevereiro a aprovação da Clarity Act perante o Comitê Bancário do Senado. Bessent afirmou que operar sem regulação é “impossível” e sugeriu que opositores se mudem para El Salvador.

A Coinbase, inicialmente contrária ao projeto, retomou negociações, exigindo que stablecoins gerem juros — uma demanda que enfrenta resistência do lobby bancário por preocupações com estabilidade financeira. A Casa Branca criticou a ideia de operar sem estrutura regulatória como “fantasia”.

Este debate reflete a tensão entre a indústria cripto e reguladores tradicionais, com implicações significativas para o futuro do setor nos EUA.

Expansão Global de Stablecoins Contrasta com Queda de Preços

Enquanto Bitcoin e altcoins enfrentam pressão vendedora, o mercado de stablecoins apresenta crescimento robusto. A capitalização de mercado das stablecoins ultrapassou US$ 1 bilhão no início de 2026, com crescimento superior a 50% em janeiro.

A CFTC expandiu o pool de colaterais para derivativos, incluindo stablecoins emitidas por bancos nacionais de trust e permitindo BTC, ETH e stablecoins como margem. Isso impulsiona liquidez e volume de trading, que atingiu US$ 33 trilhões em 2025.

Na Europa, um consórcio de 11 bancos, incluindo ING, UniCredit e CaixaBank, prepara o lançamento de uma stablecoin em euro compatível com MiCA em 2026. Previsões da S&P Global indicam demanda de €500 bilhões em ativos tokenizados e €100 bilhões em pagamentos até 2030.

No Sudeste Asiático, a TIAN RUIXIANG Holdings lança stablecoin respaldada por governos em Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia, com investimento de 15.000 BTC de um parceiro global, focando em finanças transfronteiriças.

Perspectivas para as Próximas Semanas

Cenário Altista: Rompimento acima de US$ 75.000 com volume elevado poderia impulsionar Bitcoin para US$ 80.000 ou além, especialmente se dados de inflação dos EUA forem mais fracos que o esperado.

Cenário Baixista: Queda abaixo de US$ 60.000 testaria US$ 55.000 ou US$ 50.000 em caso de estresse financeiro global ou notícias regulatórias negativas.

Cenário Neutro: Consolidação entre US$ 60.000 e US$ 80.000 até retorno de liquidez via ETFs e resolução de incertezas macroeconômicas.

Conclusão: Volatilidade Extrema em Contexto de Institucionalização

O “fevereiro sangrento” de 2026 ilustra a volatilidade inerente ao mercado de criptomoedas, mesmo em contexto de crescente institucionalização. Enquanto Bitcoin enfrenta pressão de curto prazo, desenvolvimentos regulatórios em Brasil, EUA e Europa sinalizam integração acelerada de ativos digitais ao sistema financeiro global.

A expansão de stablecoins, a tokenização de ativos reais e a competição geopolítica por soberania monetária digital sugerem que o setor cripto continuará evoluindo, independentemente das flutuações de preço de curto prazo. Investidores e participantes do mercado devem monitorar de perto os dados econômicos, desenvolvimentos regulatórios e sinais técnicos nos próximos dias.

Nota: Este artigo é análise jornalística baseada em dados públicos e não constitui recomendação de investimento. Criptomoedas são ativos altamente voláteis e especulativos.

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