Afirma também que Marco Buzzi pressionou seu corpo contra o dela; magistrado é investigado por importunação sexualAfirma também que Marco Buzzi pressionou seu corpo contra o dela; magistrado é investigado por importunação sexual

Jovem diz em depoimento que ministro do STJ a apalpou

2026/02/08 07:14
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A jovem de 18 anos que afirma ter sido vítima de importunação sexual pelo ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), declarou em depoimento que o magistrado a apalpou na região das nádegas e pressionou seu corpo contra o dela no momento em que estavam no mar na praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), em 9 de janeiro de 2026.

Ela disse à Polícia Civil do Estado de São Paulo que:

  • viajou com os pais e a família do ministro para Balneário Camboriú;
  • foi com Buzzi para a praia antes porque o pai estava em reunião e a mãe estava esperando a mulher do ministro;
  • Buzzi a chamou para entrar no mar e sugeriu que fossem para uma área “mais tranquila”, ao que ela achou estranho porque o mar estava calmo;
  • os 2 entraram no mar no local indicado pelo ministro;
  • Buzzi se queixou do frio e apontou para duas pessoas abraçadas no mar;
  • Buzzi a puxou pelo braço, a virou de costas para si e a pressionou o pênis contra as suas nádegas;
  • tentou sair, mas foi segurada e, nesse momento, o ministro passou a mão em suas nádegas;
  • ao saber que a mãe da jovem já estava na praia, o ministro disse que iria fazer uma “caminhada”;
  • voltou para a casa onde estavam hospedados, relatou o ocorrido ao pai e a família decidiu voltar para São Paulo;
  • tem dificuldades para dormir e está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

O Poder360 procurou a defesa do ministro Marco Buzzi para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do teor do depoimento da jovem. Os advogados disseram que a posição segue a da nota divulgada à imprensa na 6ª feira (6.fev.2026), em que chama o caso de “tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação”.

Leia a íntegra da nota da defesa de Marco Buzzi:

“É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.

“Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.

“Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário. Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.

“A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

“João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi”.

O pleno do STJ abriu um processo de sindicância para apurar a conduta do magistrado.


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