O dólar fechou esta sexta-feira (6) em queda de 0,63% frente ao real, a R$ 5,22, pressionado pela desvalorização global da moeda americana, recuperação de commodities e maior apetite por risco entre investidores.
Operadores apontam que o real tem sido beneficiado por um movimento global de diversificação de portfólio, no qual investidores reduzem a exposição a ativos denominados em dólar e aumentam posições em mercados emergentes e commodities.
Mesmo com a expectativa de início do ciclo de cortes da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) a partir de março, os juros brasileiros devem permanecer em patamares elevados por algum tempo.
Esse diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos é conhecido como “carry trade”, estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos e aplicam em economias com taxas mais elevadas.
Na semana, a moeda acumulou baixa de 0,52%. Em janeiro, o recuo foi de 4,40%, o maior desde junho de 2025, quando a queda foi de 4,99%.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava em queda, próximo de 97,640 pontos no fim da tarde, e acumulava alta de cerca de 0,50% na semana.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Indicadores recentes da economia americana mostraram sinais divergentes. O índice de atividade industrial do ISM subiu de 47,9 em dezembro para 52,6 em janeiro, superando as expectativas. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.
Por outro lado, os relatórios de emprego ADP e Jolts vieram abaixo do esperado, indicando enfraquecimento do mercado de trabalho.
Em fala ao Broadcast, André Valério, economista sênior do banco Inter, explicou que essa combinação aumentou a volatilidade. “Com a continuidade da piora do mercado de trabalho, aliado a uma inflação contida, podemos ver uma moderação no tom do Fed, abrindo espaço para a retomada do corte de juros em março”.
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