O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou no Congresso que o governo não pretende intervir para sustentar o preço do Bitcoin, mesmo diante da forte volatilidade recente. A fala ocorreu após um embate com o deputado Brad Sherman, crítico histórico das criptomoedas.
A mensagem deixou claro que Washington não atuará como “rede de proteção” para o mercado digital, reforçando que eventuais quedas ou instabilidades devem ser absorvidas pelos próprios investidores.
Bessent deixou claro que os EUA manterão apenas os Bitcoins já adquiridos por meio de apreensões, mas não comprarão mais BTC em caso de queda acentuada do mercado. Ele destacou que não existe autoridade legal para ordenar que bancos privados acumulem criptomoedas, nem mesmo em um cenário de forte volatilidade.
O secretário respondeu diretamente ao questionamento de Sherman, que perguntou se o tesouro ou órgãos ligados ao comitê federal de mercado aberto poderiam “resgatar o Bitcoin”. Bessent disse que não possui tal autoridade e reforçou que o FSOC, que ele preside, também não tem esse poder. Assim, afastou qualquer hipótese de intervenção direta.
Embora os EUA tenham cerca de US$ 500 milhões em BTC apreendidos, Bessent lembrou que esse montante cresceu para mais de US$ 15 bilhões enquanto permaneceu sob custódia federal. Ainda assim, enfatizou que essa valorização não muda a política definida.
O depoimento marcou uma atualização sobre a reserva estratégica de Bitcoin, iniciativa criada por Donald Trump em março de 2025. A medida permitiu ao governo reter BTC confiscado e adquirir mais unidades apenas por métodos neutros ao orçamento, como conversão de outros ativos de reserva incluindo petróleo e metais preciosos.
Essa limitação frustrou parte da comunidade cripto, que esperava compras diretas no mercado aberto. Assim, a declaração de Bessent reforçou que a Casa Branca não pretende usar recursos públicos para ampliar sua exposição ao ativo digital.
Em agosto de 2025, o próprio Bessent sugeriu que o Tesouro avaliava formas alternativas de adquirir Bitcoin sem impacto fiscal. Contudo, não houve avanço concreto desde então. O debate reapareceu agora, em um contexto de maior pressão política sobre o mercado cripto.
Segundo o defensor do Bitcoin Samson Mow, a compra governamental poderia criar demanda adicional e elevar preços globalmente. Além disso, enviaria um sinal para que outros países formassem suas próprias reservas. No entanto, a posição atual do Tesouro indica que essa estratégia não será prioridade no curto prazo.
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