Relatos de mercado indicam que a GameStop pode ter reduzido sua posição em Bitcoin pouco antes da recente queda do ativo, levantando dúvidas sobre o timing de empresas com BTC em tesouraria. O Bitcoin caiu para a região de US$ 87.000, recuo de 6,4% em sete dias, antes de consolidar em torno de US$ 88.200 nas últimas 24h. O movimento ocorre em um momento de enfraquecimento institucional, com saídas relevantes de ETFs spot e maior cautela corporativa.
No mercado brasileiro, o BTC é negociado perto de R$ 660.000, valor sensível para traders locais devido à correlação direta com a liquidez internacional e decisões de grandes detentores. Para investidores, entender se empresas estão antecipando quedas ajuda a calibrar risco em períodos de consolidação.
A GameStop entrou na tendência de tesouraria corporativa em bitcoin em 2025, seguindo exemplos como MicroStrategy e Tesla, que usam o BTC como reserva alternativa de valor. A suspeita de venda surgiu após a empresa reduzir exposição a ativos digitais em meio à volatilidade crescente no final de janeiro.
Esse tipo de movimento importa porque grandes vendas corporativas afetam a oferta disponível no mercado à vista. Dados on-chain mostram que o supply de BTC em exchanges subiu 1,2% na semana, sinalizando maior intenção de venda, enquanto transferências acima de 1.000 BTC — típicas de baleias — aumentaram 18% no período.
No gráfico diário, o Bitcoin falhou em sustentar a resistência psicológica em US$ 100.000 e entrou em consolidação. O suporte imediato está em US$ 87.000, com resistência curta em US$ 90.000; abaixo disso, analistas observam um canal descendente que projeta alvo em US$ 78.000.
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Os indicadores refletem cautela: o RSI está em 44 pontos, abaixo da zona neutra, enquanto o MACD segue negativo, embora com histograma em desaceleração. As médias móveis de 50 e 200 dias permanecem acima do preço, reforçando viés de curto prazo mais fraco.
As saídas de capital de ETFs spot de Bitcoin somaram US$ 3,48 bilhões em novembro e US$ 1,09 bilhão em dezembro, caindo para US$ 278 milhões em janeiro, mas ainda indicando pressão institucional no bitcoin. Esse fluxo reduz demanda estrutural e aumenta a sensibilidade do preço a vendas pontuais de empresas.
Para investidores brasileiros, isso se traduz em maior volatilidade no par BTC/BRL. Projeções de mercado indicam média de R$ 737.000 em fevereiro de 2026, apoiada em um histórico positivo do mês, com retorno médio de 14,3%, mirando novamente a região de US$ 101.000 se o fluxo institucional melhorar.
Vale destacar que não há confirmação oficial da venda por parte da GameStop. Empresas podem rebalancear posições por motivos contábeis sem sinalizar visão negativa de longo prazo, enquanto o hash rate da rede segue próximo às máximas históricas, sustentando a segurança do protocolo.
Além disso, movimentos como a reestruturação de produtos institucionais reacendem o interesse institucional no BTC, o que pode neutralizar impactos de vendas isoladas.
Em síntese, a possível saída da GameStop reforça como decisões corporativas influenciam o curto prazo do Bitcoin. Para traders e investidores brasileiros, o foco permanece nos níveis de US$ 87.000 e US$ 90.000, enquanto fluxos institucionais e dados on-chain definirão se o mercado retoma força ou prolonga a consolidação.
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