Cena do filme Armageddon Divulgação O clássico de ficção científica de 1998, Armageddon, pode não ser cientificamente preciso. Mas cientistas agora dizem q Cena do filme Armageddon Divulgação O clássico de ficção científica de 1998, Armageddon, pode não ser cientificamente preciso. Mas cientistas agora dizem q

Simulação indica que é possível usar bomba nuclear para desviar um asteroide que esteja se dirigindo para a Terrra

2026/02/05 03:41
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Cena do filme Armageddon — Foto: Divulgação Cena do filme Armageddon — Foto: Divulgação

O clássico de ficção científica de 1998, Armageddon, pode não ser cientificamente preciso. Mas cientistas agora dizem que o sucesso de bilheteria de Hollywood acertou em um ponto: realmente poderíamos desviar um asteroide de sua rota de colisão mortal se ele estivesse se dirigindo para a Terra.

Essa técnica é chamada de deflexão nuclear. Mas, ao contrário dos filmes, o objetivo não é explodir o asteroide em pedaços. Em vez disso, uma explosão nuclear precisamente cronometrada poderia dar ao asteroide o impulso necessário para que ele passasse inofensivamente ao lado da Terra.

Até agora, especialistas expressavam preocupação de que o desvio nuclear fragmentaria um asteroide em muitos pedaços, o que, coletivamente, representaria um risco ainda maior.

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No entanto, uma nova simulação mostra que o material dos asteroides é, na verdade, muito mais resistente a forças extremas do que se pensava anteriormente.

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que alguns materiais de asteroides se tornam mais resistentes quando submetidos a um impacto intenso.

Isso significa que poderíamos usar uma enorme arma nuclear para desviar um asteroide em rota de colisão, sem fragmentá-lo em estilhaços mortais.

Para o estudo, os pesquisadores se uniram à startup de desvio nuclear Outer Solar System Company (OuSoCo), para descobrir o que aconteceria com um asteroide rico em metais se fosse atingido por uma bomba nuclear.

Como não é possível detonar uma arma nuclear em um laboratório, os cientistas recorreram à segunda melhor opção: um acelerador de partículas gigantesco.

Os pesquisadores usaram o Super Síncrotron de Prótons do CERN, com 7 km de extensão, para bombardear um fragmento de meteorito com um fluxo de prótons de alta energia – partículas estáveis ​​com carga positiva encontradas dentro dos átomos.

Um pedaço do meteorito Campo del Cielo, um corpo rico em ferro-níquel, foi exposto a 27 pulsos curtos e sucessivos do acelerador de partículas para simular o impacto de uma explosão nuclear.

Um pedaço do meteorito Campo del Cielo, um corpo rico em ferro-níquel, foi exposto a 27 pulsos curtos e sucessivos do acelerador de partículas para simular o impacto de uma explosão nuclear — Foto: Melanie Bochman et al. Um pedaço do meteorito Campo del Cielo, um corpo rico em ferro-níquel, foi exposto a 27 pulsos curtos e sucessivos do acelerador de partículas para simular o impacto de uma explosão nuclear — Foto: Melanie Bochman et al.

De forma bizarra, os pesquisadores observaram o material do asteroide amolecer, flexionar e, inesperadamente, fortalecer-se sem se romper.

A coautora principal do estudo, Melanie Bochmann, cofundadora da OuSoCo, afirma: "O material tornou-se mais resistente, exibindo um aumento na resistência ao escoamento e demonstrando um comportamento de amortecimento autoestabilizador".

No geral, mesmo sendo atingido pela força de uma explosão nuclear, a resistência do asteroide aumentou em 2,5 vezes. Essa nova evidência sugere fortemente que a deflexão nuclear pode ser uma opção viável para a defesa planetária.

Milhares de fragmentos de rocha espacial atingem a Terra todos os anos, mas a grande maioria é tão pequena que simplesmente se desintegra na atmosfera terrestre. No entanto, asteroides grandes o suficiente para causar danos graves também podem chegar. No caso mais recente, a explosão de Chelyabinsk feriu milhares de pessoas em 2013.

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