Presidente do PL em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello confirmou nesta 3ª feira (3.fev.2026) que irá apoiar a candidatura da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) ao Senado nas eleições deste ano. A fala foi feita em evento da FPLM (Frente Parlamentar pelo Livre Mercado), em Brasília, e sinaliza um interesse em manter uma chapa pura do PL no Estado, com De Toni e Carlos Bolsonaro.
A posição do governador catarinense vai contra os planos do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que mantém acordo com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), para apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC). Esse acordo impede a candidatura de De Toni. Ela e Jorginho devem se encontrar com Valdemar na 4ª feira (4.fev) para tratar sobre quem o partido irá indicar para a vaga do Senado.
De Toni, que é presidente da FPLM, confirmou a jornalistas no evento que considera deixar o partido caso não receba apoio. Segundo a deputada, Valdemar afirmou que não há vaga para o Senado em Santa Catarina.
Ela disse que outras legendas já a procuraram para possível filiação. “Tem uns 6 partidos que me ofereceram vaga. Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD”, afirmou.
O Centrão rachou com o governo de Santa Catarina quando Jorginho declarou apoio a Carlos, filho de Jair Bolsonaro (PL). Em outubro de 2025, o então vereador do Rio transferiu seu domicílio eleitoral e anunciou sua pré-candidatura ao Senado pelo Estado.
O problema é que os principais nomes ao Senado até a chegada de Carlos eram os de De Toni e Amin, indicado pelo Centrão catarinense. O desenho atual deve ser com De Toni e Carlos numa chapa puro-sangue do PL por Santa Catarina. Nesse modelo, o senador do PP fica escanteado.
A 3ª cadeira hoje também pertence ao PL. É ocupada pelo carioca Jorge Seif (PL-SC), eleito em 2022, com mandato até 2030.


