O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai discursar nesta 2ª feira (2.fev.2026), durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do STF (Supremo Tribunal Federal). Embora não seja comum o chefe do Executivo falar, o petista fará um discurso em defesa da democracia.
A presença de Lula ganha relevância porque o Planalto depende do STF para sustentar vetos presidenciais sensíveis no Congresso, como o do PL da Dosimetria. Hoje, há 73 vetos pendentes de análise e 53 travam a pauta legislativa.
Na estratégia política do governo, o Supremo é visto como peça central em 2026. Ameaças ao processo eleitoral estão no radar do Planalto, o que reforça a aposta na Corte como fiadora institucional da democracia.
A solenidade será conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Assista:
A programação inclui a execução do Hino Nacional, o pronunciamento de Fachin e falas do presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Cada um terá 10 minutos.
Em discursos recentes, Fachin tem adotado tom institucional. Em dezembro de 2025, afirmou que o Judiciário deve atuar com prudência, autocontenção e superação de personalismos. A expectativa é que volte a defender o Supremo.
A Corte tem enfrentado questionamentos sobre a condução do ministro Dias Toffoli no inquérito do caso do Banco Master. Em janeiro, a presidência do STF divulgou nota em defesa do ministro e reafirmou que o Tribunal não se submete a intimidações.
Quase todos os ministros participarão presencialmente. Luiz Fux acompanhará de forma remota por motivo de saúde.
A 11ª cadeira segue vaga depois da saída de Luís Roberto Barroso. O indicado de Lula, o advogado-geral da União Jorge Messias, ainda aguarda uma data para ser sabatinado.


