O mercado de criptomoedas enfrenta uma forte correção, com o Bitcoin operando abaixo de US$ 76 mil.
Apesar de narrativas que citam o Fed ou tensões geopolíticas, os dados apontam para um fator central: liquidez.
Segundo análise do The Kobeissi Letter, o movimento recente não foi causado por notícias externas. O principal gatilho veio do próprio mercado.
Nas últimas 12 horas, ocorreram três ondas bem definidas de liquidação, que eliminaram cerca de US$ 1,3 bilhão em posições alavancadas.
Fonte: The Kobeissi Letter
Além disso, a liquidez já vinha limitada. Portanto, ordens forçadas encontraram pouca profundidade. Isso criou “vazios de preço”, onde o Bitcoin caiu rapidamente sem resistência relevante.
O uso persistente de alavancagem extrema agravou o cenário. Pequenas oscilações de preço geraram liquidações automáticas.
Por isso, cada nova queda alimentou outra rodada de vendas, intensificando o movimento.
Além da liquidez, o comportamento dos investidores teve papel decisivo. O sentimento alternou rapidamente entre otimismo extremo e pessimismo intenso.
Esse efeito manada acelerou os movimentos, especialmente em um ambiente já fragilizado.
Consequentemente, as oscilações ficaram mais agressivas, Altcoins sofreram quedas ainda maiores, refletindo menor liquidez e maior risco.
Entretanto, analistas observam que esses extremos também criam oportunidades táticas para traders atentos à divergência entre emoção e preço.
Em resumo, a queda do Bitcoin não resulta de um evento isolado. Ela reflete a combinação de liquidez escassa, alavancagem excessiva e mudanças bruscas de sentimento. Enquanto esse quadro persistir, a volatilidade deve continuar elevada.
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