A primeira “super quarta” do ano concentrou as atenções dos investidores nos rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O Banco Central e o FedA primeira “super quarta” do ano concentrou as atenções dos investidores nos rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O Banco Central e o Fed

Semana em 5 minutos: Política e “super quarta” guiam mercados

A primeira “super quarta” do ano concentrou as atenções dos investidores nos rumos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O Banco Central e o Federal Reserve (Fed) mantiveram as taxas de juros, decisões amplamente esperadas pelo mercado. Com os resultados já precificados, o foco se voltou para os comunicados pós-decisão, em busca de sinalizações sobre os próximos passos das autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, as indicações do Fed reforçaram a percepção de que não há espaço para novos cortes de juros no primeiro semestre, diante da resiliência da atividade econômica e da inflação ainda acima da meta.

No Brasil, por outro lado, o mercado passou a tratar como certo o início do ciclo de redução da Selic em março, diante da desaceleração da inflação e de sinais de arrefecimento do mercado de trabalho.

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Brasil: política aumenta incerteza no cenário eleitoral

O cenário eleitoral brasileiro segue indefinido, com novas movimentações entre os principais grupos políticos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou que disputará a reeleição, o que abre espaço para uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

No campo do centro político, o PSD anunciou três pré-candidaturas presidenciais: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Jr. (Paraná). A estratégia indica uma tentativa de construção de uma alternativa fora da polarização.

Pesquisas de opinião divulgadas recentemente apontam melhora nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, que aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno.

Paralelamente, investigações e reportagens envolvendo o Banco Master ampliaram o debate político em Brasília e passaram a integrar o noticiário, com potencial de influenciar o ambiente institucional e a percepção de risco político.

Indicadores econômicos reforçam debate sobre juros

O déficit em transações correntes somou US$ 68,8 bilhões em 2025, o equivalente a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), maior nível em 11 anos. O resultado reflete a redução do superávit comercial, o aumento das remessas de lucros ao exterior e maiores gastos de brasileiros fora do país.

Em contrapartida, o Investimento Direto no País (IDP) registrou entrada líquida de US$ 77,7 bilhões. Esse tipo de investimento envolve recursos de longo prazo, como abertura de fábricas, aquisições de empresas e expansão de operações no Brasil, e foi suficiente para financiar o déficit externo.

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A dívida bruta do governo superou R$ 10 trilhões em 2025. A relação dívida/PIB avançou para 78,7%, ante 76,3% em 2024, reforçando a atenção do mercado à trajetória fiscal.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, abaixo das projeções. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,50%. O grupo Alimentação avançou 0,21%, enquanto Habitação e Transportes recuaram 0,26% e 0,13%, respectivamente.

No mercado de trabalho, o Caged mostrou fechamento de 618 mil vagas formais em dezembro, acima do esperado. Em 2025, foram criadas 1,28 milhão de vagas, queda de 31% frente a 2024.

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15%, mas sinalizou que o ciclo de cortes deve começar em março, possivelmente com redução de 0,25 ponto percentual. O Boletim Focus aponta expectativa de Selic em 12,25% ao fim do ano.

EUA: confiança cai e Fed mantém cautela

O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos caiu de 94,2 para 84,5 pontos em janeiro, menor nível em 12 anos. O consumo das famílias é o principal componente do PIB americano e tem impacto direto sobre o crescimento econômico.

O enfraquecimento do indicador ocorre em um ano de eleições legislativas, fator que mantém o tema no centro do debate político e econômico.

Investidores globais vêm reduzindo exposição ao dólar, movimento conhecido como “debasement trade”. O ouro superou US$ 5.000 a onça e passou a ser negociado próximo a US$ 5.600.

Prêmios elevados em opções de venda do dólar indicam aumento da demanda por proteção contra a desvalorização da moeda americana. O governo dos EUA sinaliza que um dólar mais fraco pode favorecer a indústria local ao longo do tempo.

O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,5% em dezembro, acima das expectativas. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3%, enquanto o núcleo registra 3,3%.

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Novo presidente do Fed é anunciado

Depois de manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou a resiliência da economia e a inflação ainda acima da meta.

Donald Trump também anunciou Kevin Warsh como novo presidente do Fed, com posse prevista para maio. Warsh defende juros mais baixos, apoiado na expectativa de ganhos de produtividade ligados à tecnologia e à inteligência artificial.

Mercados: ouro avança com protagonismo da China

A valorização do ouro tem sido impulsionada por investidores institucionais, pessoas físicas e bancos centrais, que vêm reduzindo reservas em dólar e ampliando posições no metal. Investidores chineses se destacam nesse movimento. Em Xangai, contratos lastreados em ouro têm sido utilizados como meio de troca, reduzindo a dependência do dólar e do sistema de pagamentos internacionais SWIFT.

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