O guarda-chuva é uma maravilha da engenharia dobrável que exige montagem manual precisa e materiais tecnológicos. Apesar da automação, mãos humanas ainda são essenciais para costurar o tecido nas varetas de aço e garantir o funcionamento.
Montagem de varetas metálicas e tecidos impermeáveis para a produção de guarda-chuvas
A cúpula não é feita de um pano comum, mas geralmente de Nylon ou Poliéster tratado em laboratório. O tecido recebe uma camada microscópica de Teflon ou silicone, criando uma superfície hidrofóbica onde a água bate e escorre imediatamente sem encharcar.
Essa tecnologia impede que o guarda-chuva fique pesado durante a tempestade e facilita a secagem rápida. Se o tecido absorvesse água, o peso extra poderia colapsar a estrutura metálica e o acessório mofaria ao ser guardado ainda úmido.
O “esqueleto” é composto por uma haste central telescópica e varetas articuladas, chamadas de costelas. A escolha do material das varetas define se o guarda-chuva vai durar um dia ou uma década:
O tecido da cobertura não é cortado em um círculo único, pois isso criaria rugas impossíveis de esticar. A indústria corta painéis triangulares individuais, chamados de gomos, que são costurados uns aos outros para formar a curvatura perfeita da parábola.
A precisão do corte a laser é vital para o funcionamento mecânico do acessório. Se um triângulo for apenas alguns milímetros maior que o vizinho, a cúpula ficará torta, criando pontos de tensão que rasgarão o tecido na primeira ventania forte.
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Robôs industriais ainda não conseguem realizar com perfeição a etapa mais delicada do processo: a costura final. Operários especializados prendem manualmente cada gomo às pontas das varetas usando linhas de polímero de alta resistência e agulhas curvas.
Essa fixação precisa ser firme o suficiente para manter o tecido esticado, mas flexível para permitir o fechamento. É neste ponto que a qualidade é definida; costuras mal feitas são a principal causa de falha em guarda-chuvas baratos.
Para entender os processos de fabricação de itens essenciais para enfrentar o clima, selecionamos o conteúdo do canal Curiosidades no mundo
. No vídeo a seguir, é mostrado detalhadamente como é feito um guarda-chuva, desde a transferência de calor nas estampas dos tecidos até a montagem final das varetas e acessórios:
Antes de sair da fábrica para as lojas, amostras de cada lote são submetidas a testes extremos. Elas enfrentam ventiladores gigantes em túneis de vento e chuveiros de alta pressão para simular tempestades tropicais reais.
O objetivo é garantir que a estrutura não vire ao avesso com a primeira rajada de vento urbano. Os modelos aprovados recebem certificações de resistência, assegurando que o usuário não ficará na mão no meio do temporal.
A resistência depende do número de varetas e do material. Veja o comparativo:
Raio-X da Resistência
6 Varetas: Compactos de bolsa. Leves, mas frágeis em ventanias fortes.
8 Varetas: O padrão mundial. Oferece o melhor equilíbrio entre peso e força.
16 a 24 Varetas: Estilo japonês. Estrutura quase inquebrável, porém pesada.Acompanhe novidades têxteis na ABIT.
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