Especialista orienta sobre tokenização, stablecoins e adoção institucional em mercado que movimenta US$ 4 trilhões em como se pode investir em criptomoedas. O mercado global de cripto encerrou 2025 com capitalização superior a US$ 4 trilhões. Os dados foram consolidados por plataformas como CoinMarketCap e CoinGecko.
No mesmo período, os ativos do mundo real tokenizados movimentaram dezenas de bilhões de dólares, segundo a RWA.xyz. O movimento reflete avanço da adoção institucional e fortalecimento de estruturas financeiras baseadas em blockchain.
As stablecoins ganharam espaço no mercado cripto. Essas moedas digitais são lastreadas em ativos tradicionais como o dólar. Funcionam como instrumento de liquidez e proteção contra volatilidade.
Já os real-world assets (RWAs) representam a digitalização em blockchain de ativos tradicionais. Entre eles estão títulos financeiros, imóveis, crédito privado, ações e commodities. O modelo amplia acesso e eficiência dessas operações.
Felipe Mendes é CEO da Altside. Ele defende que o investidor precisa mudar o foco em 2026.
O especialista reuniu cinco dicas para quem deseja investir de forma mais consciente no próximo ano.
Os real-world assets permitem que ativos tradicionais sejam representados digitalmente em blockchain. O modelo oferece fracionamento, mais transparência e maior liquidez. Amplia o acesso a produtos antes concentrados em grandes instituições.
As stablecoins funcionam como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto. Em 2025, o valor de mercado global dessas moedas ultrapassou US$ 296 bilhões. Os dados são da DeFiLlama, plataforma que acompanha liquidez e protocolos financeiros em blockchain.
O DeFi (finanças descentralizadas) elimina intermediários. Permite que o capital ocioso gere renda. O investidor usa redes como Ethereum e Solana para rentabilizar recursos que antes ficariam parados.
O mercado cripto é marcado por ciclos. Eles são causados principalmente por eventos macroeconômicos e de liquidez.
O dollar-cost averaging ajuda a reduzir o impacto das oscilações. O método consiste em aplicar valores fixos de forma regular, independentemente do preço do ativo.
Outras alternativas incluem pools de liquidez e uso de opções financeiras como proteção patrimonial. As pools reúnem recursos para facilitar negociações.
Mudanças regulatórias, cenário macroeconômico e comportamento emocional dos investidores seguem como fatores relevantes de risco.
Acompanhar métricas on-chain ajuda a avaliar o nível real de adoção do mercado. Essas são dados públicos registrados diretamente na blockchain. Entre eles: volume de transações, endereços ativos e movimentações de grandes carteiras.
“Esses indicadores mostram o que está acontecendo de fato na rede, além do preço. Investidores que acompanham a evolução da adoção e mantêm uma visão de longo prazo tendem a tomar decisões mais consistentes”, aponta.
O CEO da Altside destaca que o mercado está mais estruturado, mas ainda exige cautela.
O artigo Cinco dicas para investir em criptomoedas em 2026, segundo especialista foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.


